A Não-Dieta dos Franceses

Estamos aqui para melhorar a alimentação de nossos filhos, certo? Já pensou que devemos começar pela nossa? E que algumas regras que os adultos devem seguir, também valem para as crianças?

O Paulo, do delicioso Baunilha e Chocolate, sugeriu a leitura de um artigo da Livia Diniz quando fiz um post sobre a polêmica da gordura trans. O texto fala sobre o livro A não-dieta dos franceses, do médico americano Will Clower (Ed. Campus) e mostra de forma simples e clara quais são as regras que deveríamos seguir na hora das refeições. Sem apelar para torturantes restrições ou equações calóricas. O original você encontra aqui.

Um pouco das regras, para abrir o seu apetite:

Concentre-se nas refeições! Nada de comer lendo, assistindo televisão, ou em pé num balcão. Aprenda a saborear a comida.

Coma pequenas porções de vários pratos diferentes na mesma refeição. Nosso cérebro precisa de, pelo menos, 20 minutos para processar a informação de que estamos nos alimentando. Se comemos muito rápido, essa informação não chega ao cérebro e aí acabamos comendo mais para termos a sensação de saciedade.  A troca de pratos ajuda a passar o tempo, retardando o consumo de comida e favorecendo a digestão.

Coma alimentos de verdade. Tudo o que não for feito de ingredientes naturais deve ficar de fora do seu cardápio. Evite alimentos que, na sua composição, não dêem em árvores ou não possuam origem animal. Escolha sempre alimentos frescos. Produtos embalados contêm conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes, adoçantes, acidulantes, que o corpo tem mais trabalho para digerir. Entre as gotinhas e o açúcar, mesmo o refinado, o segundo, acredite, ainda é a melhor opção.

Diminua os doces. Na França, os doces não são tão doces quanto em outros lugares, inclusive no Brasil. Os bolos, croissants, pães não levam tanto açúcar e o paladar francês está acostumado com esse padrão. Faça isso na sua casa também.

Reeduque o seu paladar: tire o costume de comer comidas artificiais, excesso de açúcar e sal

Prefira produtos integrais

Não descarte a gordura. Escolha as mais saudáveis, como os azeites e óleos vegetais. Comidas sem gordura contêm mais açúcares e mesmo assim não satisfazem por completo.

Não coma nem beba ao mesmo tempo. Quando você ingere muito líquido, pode, sem querer, expandir sua capacidade de comer grandes quantidades.

Escolha bem seus alimentos. Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.

um beijo

Mônica

P.S. Se você é chocólatra como meu marido e visitar o Baunilha e Chocolate, cuidado para não ter um enfarte culinário! Só as fotos da home já são de enlouquecer…

 

4 Comments

  1. está matéria foi vista e compartilhada por um usuário no odd10, o que nos fez conhecer seu blog. Muito bom, criativo e inteligente, parabéns, por isso convidamos você a fazer parte desta nova rede social que é o odd10. Participe, compartilhe, crie grupos, divulgue seu conteúdo, esperamos você, obrigado e até mais. (as matérias recém postadas vão para odds em votação)

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  3. Adorei o post, sabe, nunca tive problemas com comida, mais de uns tempos para cá andei me alimentando mal, optando pelo mais rapido e pratico e isso me engordou consideravelmente, antes eu tinha 57 k e hoje peso 65, preciso perder pelo menos 3, hoje para readiquirir meus velhos habitos parecer estar mais dificil, recorrer ao simples e rapido se torna um vicio e resulta em varios quilos sem contar a saude que não esta sendo tratada da melhor forma, portanto TOMEM CUIDADO rs, ter uma boa forma faz muito bem ao bem estar. Beijos

  4. Oi Mônica, obrigado pelo elogio e recomendação. É muito gratificante quando um site do nível do seu, com um tema tão nobre e qualidade a altura reconhece nosso trabalho.
    O artigo que Lívia Diniz escreveu é realmente muito bom. Sempre questionei a publicidade dos alimentos industrializados. Nunca acreditei que pudessem substituir os naturais por terem qualidade superior. Como poderiam?
    Nada mais ideal que um site como o COMER PARA CRESCER abordar, afinal, a alimentação na idade da formação determina toda uma vida. As pessoas mais saudáveis entre as idosas que conheço sempre se alimentaram da maneira mais natural e têm uma vida ativa.
    Por isso faço minhas receitas sempre com creme de leite fresco, com 35% de gordura, manteiga e leite integral tipo A (que aliás é uma sugestão de artigo já que o leite longa vida, com aquela embalagem e o leite fervido a altas temperaturas esterilizando tudo tira muitos nutrientes) sem peso na consciência.
    Eu leio e releio esse artigo e me questiono “como isso não poderia ser evidentemente óbvio?”
    abraço

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