Criança pode usar tablet no restaurante?

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Criança pode usar tablet no restaurante?

tablet no restauranteCapítulo tablet no restaurante. Todo feliz, o casal consegue uma das melhores mesas do restaurante, aquela que tem vista para as raras montanhas da cidade. Já sonhando com a orgia gastronômica que pretendem, acomodam o filho no cadeirão, ligam o tablet e vão estudar o cardápio. Pratos escolhidos, emendam uma conversa atrás da outra, afinal, a semana foi corrida e as poucas palavras que trocaram ficou entre um bom dia e um boa noite, sorte amanhã ou qualquer coisa assim. Taças e taças de vinho depois, os dois felizes voltam para casa alegres, pensando em como foi bom colocar o amor em dia. O filho ficou no tablet!

Fica a pergunta: então porque levaram o filho? Não sou exatamente contra, mas tem algo que me incomoda quando vejo uma criança vidrada em um tablet – porque é assim que ficamos na frente de uma tela. Afinal, para mim, ir ao restaurante é um passeio. Se levo as crianças, é um passeio para elas também. Admirar o local, ler o cardápio, comer, conversar, falar sobre o contexto, tudo faz parte. Lógico que existem momentos em que dá vontade de desligar o filho se ele não está na mesma vibe que nós.

Tablet no restaurante

Dois momentos são particularmente tensos: enquanto esperamos a comida chegar (principalmente se a fome é grande) e quando as crianças terminam antes dos adultos e ficam entediadas. Haja criatividade! Mas tem solução sem tablet – afinal, íamos em restaurantes com nossos pais. Desde jogar palitinho até inventar um jogo da memória com os saquinhos de sal e açúcar. Já observei pais pedirem papel e lápis e criarem um jogo de dama!

Pensando no lado educacional, o tablet funciona exatamente como ver televisão na hora da refeição. A criança não presta atenção no que está comendo, não sente o sabor dos alimentos, perde a noção de saciedade. E fica bem longe do saudável convívio familiar. Dá para pensar que podem se sentir rejeitadas – ou sei lá, dão graças a Deus por lhe deixarem em paz. Reflexões que a modernidade nos traz como a Patrícia já fez por aqui.

E você, o que acha sobre o uso do tablet no restaurante? Conte sua opinião para nós!

beijos

Mônica

 

 

6 thoughts on “Criança pode usar tablet no restaurante?

  1. Com os meus pequenos eu sempre levo o tablet. Na hora da comida a gente desliga e eles comem com a gente, mas como eles comem pouco, e acabam rápido, assistem mais um pouco de desenho. Ideal? Talvez não seja, mas eu não tenho babá, nem família perto, e sou gente e gosto de sair pra comer em restaurante. Acho muito injusto ficarem julgando os pais que levam tablet pro restaurante. Geralmente são as mesmas pessoas que olham de cara feia se a criança está fazendo confusão no restaurante (e os pais esqueceram o tablet).

  2. Restaurante não faz parte da vida de minha filha Izabel, de 3 anos, consequentemente, raras vezes vou a um restaurante, acompanhada por ela. Izabel é APLV e a Soja, portanto, só come o que é feito por mim.
    Quando vamos a um restaurante é quase uma tortura porque ela não quer comer a ‘marmita’ dela. Quer comer a comida do restaurante. Que por não ser confiável é proibida.
    Então o uso de tablet é a saída para eu conseguir comer (sem conversar ou interagir por algumas horas).
    Izabel faz dieta de exclusão da proteína e não come nada industrializado. Só que também não come nada!
    As refeições sempre são em pequenas quantidades, aceita algumas frutas, não gosta de doces (não dos que eu faço pelo menos) e sempre faz drama pq quer experimentar bala, pirulito, ou comer um iogurte.
    Aí eu digo que apesar de uma alimentação ‘saudável’ ela no meu ponto de vista não come tanto quanto gostaria. E não considero isso minha culpa. Realmente acredito que Izabel não gosta de comer. Ela mesma diz isso pra mim: “mãe eu faço qualquer coisa, mas não quero comer”.
    Isso é muito desanimador..

  3. Discordo totalmente da primeira mensagem. E parcialmente da segunda, porque entendo que tablet não é brinquedo. É algo caro, pra ser utilizado por adulto. Já vi muitos pais brigando sério com filhos de três/quatro anos por causa do mau uso do aparelho e justificando a briga por ser um objeto caro.
    Criança de quatro anos não tem noção do que é caro. Do que é delicado pra se mexer. Porém, concordo plenamente quando afirma que NUNCA se deve levar o tablet pra mesa. Também ia a restaurantes com meus pais e naquela época, anos 70, não tinha sequer celular e todos se davam muito bem à mesa. Concordo com a segunda opinião!

  4. Discordo absolutamente. Hora de brincar é hora de brincar! Hora de comer é hora de comer! Tablet é brinquedo… A criança precisa se interessar pela alimentação, mesmo que ela não goste. É impossível ensinar uma criança a comer se ela estiver vidrada numa tela de tablet. Tenho uma filha (que tem tablet) e ela brinca muito com ele. Só que tem dia e hora certos. E ela NUNCA leva para a mesa e muito menos nos passeios (a menos que seja uma viagem longa e ela realmente precise de distrair – o que não é o caso de um almoço em família em um restaurante) As crianças estão precisando de muito mais tempo com os pais e os poucos momentos esses pais parecem mais interessados em se ver livres dos pequenos…

  5. Concordo em partes.
    Considerando que se tenha crianças maiores, capazes de ficarem por cerca de 1 a 2 horas sentadas quietas, também prezo pelo convívio familiar.
    Mas quando se tem uma criança pequena (de 2 anos e meio) como eu, sinto muito, mas a alimentação não é algo que seja atrativo, muito menos ficar sentada “conversando”. Nesses casos o tablet se torna um brinquedo que distrai até a comida chegar, ou os pais termirem suas refeições, pois as crianças sempre terminam primeiro!

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