Não erre na introdução das papinhas

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Não erre na introdução das papinhas

Introdução das papinhas. Seu bebê vai começar a comer papinhas e você se sente tão perdida e desanimada quanto a mulher ao lado? Respira. Esse blog está aqui justamente para lhe ajudar. Além de navegar por nosso conteúdo, você pode ler aqui quais são os 10 principais erros na hora da introdução dos sólidos.

Em um passado distante, editei um ótimo Guia da Nutrição Infantil para a revista Crescer. Infelizmente ele não está disponível on line, mas reproduzo abaixo uma pequena parte que fala de erros que muito sem querer cometemos. Conheça eles e seja feliz!

beijos

Mônica

Erros que você deve evitar:

1 Bater a papinha no liquidificador – O correto é que ela seja cozida, amassada e, quando necessário, peneirada, para incentivar a mastigação desde cedo.

2 Oferecer leite, do peito ou da mamadeira, após a refeição – Ele deve ser dado duas horas antes ou após as refeições porque o cálcio diminuiu a absorção do ferro e pode causar anemia.

3 Dar refrigerante – Ele deve ser evitado durante os três primeiros anos pois sua composição química atrapalha a absorção de minerais importantes

4 Desmame sem carne – A papinha deve conter todos os nutrientes necessários para o crescimento, inclusive carne que apresenta ferro e proteína (observação atual minha: quem é vegan pode substituir a carne para o bebê ter acesso ao ferro e proteína).

5 Dar a sopa na mamadeira – A criança precisa desenvolver a mastigação e se a sopa for dada na mamadeira ela continuará apenas sugando, sem aprender a mastigar.

6 Não ter hora para as refeições – Os horários devem ser estipulados e respeitados para que o organismo esteja sempre regulado e a criança estabeleça uma rotina.

7 Fast foods – Se até os 2 anos ela não conhecê-los, talvez não fará questão. Até essa fase, enquanto os pais escolhem a comida, devem ter prioridade os alimentos adequados para a idade

8 – Não comer legumes e verduras – É comum a recusa desses alimentos, por isso o estímulo nos dois primeiros anos, quando a criança os aceita com mais facilidade, deve ser priorizado.

9 Doce no lugar da fruta – Não deixe que a criança se acostume com um paladar muito doce, para evitar futuros problemas de excesso de peso e cáries. O sabor da fruta é adequado, além de oferecer mais nutrientes.

10 – Fazer chantagens – Essa é a pior maneira de educar. O ideal é manter a disciplina e dar o exemplo, sempre com paciência, para mostrar a importância de uma alimentação equilibrada e gostosa.

22 thoughts on “Não erre na introdução das papinhas

  1. Boa tarde, adorei as dicas. Super útil!!!

    Quando minha filha há um tempo atrás iniciou a alimentação sólida achei interessante comprar pratos divertidos para facilitardes acreditem me ajudou muito!!
    Comprei um pratinho lindo de ursinho que vem garfo e faca, talvez por eu ser pirada em ursinho ela também curta muito!!
    Ela simplesmente amou o prato que comprei. Para quem interessar a loja é http://www.donaaranhababy.com.br , foi a primeira vez que comprei online, os conheci pelo Instagram. Comprarei mais vezes, super recomendo!
    Beijinhos

  2. Ola.meu nenem tem dois meses e duas semanas ja esperimentei dar pure de batata a ele sem estar temperado ,ele aceitou super bem e não fes mau a ele.sera q posso continuar dando a ele?

    1. Bom dia!
      Vc não deve dar nada para seu bebê de 2 meses e meio.
      O ideal é o bebê só tomar leite materno até os 6 meses, o intestino dele não está preparado para comer purê, por favor, não faça isso. Futuramente ele pode ter muitos problemas

  3. Criem seus filhos veganos, mesmo que vocês não sejam. Dessa forma, é muito mais fácil a criança crescer saudável, sem alergias, obesidade e vícios nocivos (carnes, lácteos, fast-food e etc), pois estes se tornam muito difíceis de vencer depois. Criando-os assim, eles também aprendem a ter ética para com os animais em outras áreas (diversão, roupas e etc) e a reduzir a produção pecuária, o que será benéfico ao meio ambiente. Segundo a Associação Dietética Americana, a dieta vegana é adequada em todas as fases. É necessário apenas suplementar B12, por meio de alimentos fortificados ou suplemento vitamínico, pois esta é produzida por bactérias e fungos, disponível nos alimentos animais porque estes comem grama que contém a B12, porém, estão ausentes nos vegetais não orgânicos e devido à alimentação cozida que comemos. Os benefícios valem muito à pena.

  4. Oi gurias,
    Eu encontrei o blog a pouco tempo e agora estou precisando da ajuda de vocês!!!
    Meu filho está com 6 meses e meio e desde os cinco meses e meio ele come frutinhas (adora banana e pera e come mamão, maçã…). Porém quando fui introduzir a papa salgada….Um terror…Ele não come de jeito nenhum…Já tentei todas as misturas autorizadas pela pedi (batata e moranga, batata e cenoura, moranga e cenoura, batata e batata doce, moranga e mandioquinha….) e não tem jeito. Sempre tento dar a papa amassadinha, mas até passei no mixer para ver se ajudava, mas não resolveu…Será que vocês tem alguma sugestão, dica? Qualquer coisa para eu tentar…
    Um abração para vocês e obrigada pelo blog é muito legal!
    Andréa

    1. Oi, Andréa.
      Existe um período de transição que pode levar até dois meses, dependendo do bebê, para ele se acostumar com as papas, principalmente a salgada. Na grande maioria dos casos, os bebês se acostumam com o sabor salgado muito antes desse período. Ou seja, no final sempre da certo. O duro é esperar chegar nesse final. Os nervos ficam em frangalhos. Achamos que eles vão desnutrir. Enfim, como vc bem disse, um horror. Sugiro que vc tenha em mente esse tal período de transição sempre que vou sentar para alimentar o filhote. Siga o que a pedi recomendou. Siga o roteiro: fazer as papas e oferecer a ele. Se ele recusar, tente mais um pouco daqui, um tantinho dali, um aviozinho acolá (sim, um aviaozinho de vez em quando para distrair, por quê, não? afinal é um período que ele precisa experimentar, provar, conhecer sabor, treinar paladar e num momento de distração, experimenta a papa). Se a coisa virar um show de horror, passe para o passo seguinte que a pedi indicou: talvez seja oferecer o leite materno, o suco ou a sobremesa (fruta). O importante é vc perceber o seu limite na insistência para o cadeirão não virar um campo de batalha.
      Uma outra dica (essa eu recebi da minha prima nutricionista quando Samuel era bebê): experimente acrescentar um pouquinho de banana amassada na papa salgada para “adoçar” a refeição. Outra coisa que descobri e passei a adotar aqui em casa (e descobri que a Nestlé na França diz que está fazendo tb): cozinhar os legumes no vapor ou assados no forno e depois amassá-los com o garfo e temperar com fio de azeite, temperos e até pitada de sal, caso seja a recomendação. Os legumes ficam incrivelmente mais doces. A moranga (na verdade uso a abóbora cabotia) eu faço assada. Corte em tiras, coloco azeite, pitada de sal e sálvia (pode colocar temperos na papinha, viu?) e asso no forno. Menina, fica tão doce e tão molinha… Vc pode amassar com o garfo e dar para o seu baby experimentar. Recomendo que vc prove o restante. Acho até que ele vai curtir ver a mãe comendo a mesma comidinha que a dele.
      Enfim, essa fase é confusa e estressante mesmo. Mas passa. Ainda bem!!!! Lembre-se que seu filhote não vai desnutrir rapidamente por razões óbvias: vc o alimenta e muito bem. Ele bebe leite. Ele come frutas. Ele só precisa de um tempinho para ajustar o sabor salgado. Agora se a coisa pegar muito forte, volte na pedi e peça socorro.
      beijos e boa sorte!
      Patricia

  5. Olá, sou “blogueira” nova. Há menos de um mês criei o meu blog de psicanálise. No momento falo sobre “mãe de primeira viagem”, já que sou mãe e psicóloga, buscando compartilhar experiência. Escrevi sobre” a primeira separação” referindo a introdução de papinha na alimentação do bebê além do leite, ou seja, a relação não é mais somente bebê- peito, bebê-mãe, mas há a entrada de um novo nesta rotina e com isto as consequências que geram na mãe e no seu bebê. Gostei muito do blog e do site. São dicas preciosas e enriquecedoras para nós, mães, de primeira viagem.

  6. Oi Dra. Mônica, esqueci de colocar uma questão: na papinha para a minha bebê, estou usando banana prata. Gostaria de saber se esse tipo de banana é a ideal para a nenê, e se essa fruta poderia causar prisão de ventre. Um beijo! Ana Paula.

    1. Oi Ana Paula, que legal que você gostou do post. Obrigada pelo carinho. Mas por favor, não me chame de doutora!!!! Sou jornalista e não posso de forma alguma tomar o lugar de um médico. Na verdade, nós jornalistas, vamos lá conversar com os médicos para contar para vocês. E, aqui no blog, também colocamos o nosso conhecimento. Dê bronca em pediatras que não têm tempo de responder suas perguntas! Troque de médico, escolha alguém em quem confie mais, ok?
      Quanto a sua pergunta sobre a banana, o que escutei de médicos em várias matérias é que a banana prata é indicada para bebês por ser mais leve e de fácil digestão. A banana-maça também pode ser uma opção, já que é mais docinha, mas causa pode causar prisão de ventre em alguns bebês. Vale observar a reação da sua filha se resolver dar.
      um beijo
      Mônica

  7. Oi Mônica, obrigada por divulgar informações tão valiosas! A minha filha completou 5 meses no último dia 15, e começamos a dar os primeiros alimentos em forma de papinha. Estamos começando com frutas, como maçã, mamão e banana. Gostei muito de ler sobre essas recomendações, porque nem sempre a pediatra têm o tempo ou mesmo o conhecimento suficientes, para fornecer esse tipo de orientação. Um beijo! Ana Paula.

  8. Olá Mônica e Patrícia!!
    Acompanho o blog há um tempo e, sempre encontrei matérias muito interessantes!!!! Antes de tudo gostaria de parabenizar pelo trabalho que realizam!!! Admiro e sigo religiosamente 😉 Sou estudante de nutrição (3o ano)
    e também tenho um blog, O Nutricionário, como eu chamo! Uma leitora me
    pediu dicas de alimentação infantil, para a escola, mais especificamente, para
    montar a lancheira… como você tinha feito o post na mesma semana, acabei
    incorporando-o ao meu blog!!! Com as devidas referências, é claro!!! Espero
    que não tenha problema, agradeço desde já a atenção e, convido-as para
    dar uma passa lá no meu 🙂 Espero que gostem e sejam muito bem vindas!!!!

    O post da lancheira:
    http://onutricionario.blogspot.com/2011/02/volta-as-aulas.html
    O blog:
    http://onutricionario.blogspot.com

    Beijos,
    Marina Gorga

    1. Oi, Marina.
      A gente que agradece muito a admiração. Sobre o post, pode usar sempre que desejar, claro. Pedimos apenas que dê os devidos créditos, como vc fez.
      bjs

  9. Tenho dúvida na questão quantidade. Meu filho foi amamentado com leite materno exclusivo até os 6 meses. Há duas semanas iniciei a introdução das frutas. Ele gostou de todas que provou (banana, mamão, maçã e pera). Se eu oferecer, ele come 1/2 banana, 1/2 mamão papaia. Ele só para de comer se eu paro de dar…

  10. Oi, Mônica, não quero parecer arrogante, mas especialistas do São Luiz e do Einstein são as mesmas fontes de sempre, sim. Trabalhei alguns anos em redação de jornal (e de revistas também) e sei que é o caminho moias fácil, afinal estes hospitais “têm nome”. Por que não ir além? Vamos ler teses e pesquisas produzidas nas melhores universidades? Nem precisa ir muito longe, dá uma olhada no Guia do Ministério da Saúde sobre isso. A OMS também. Para começar, indico estes dois. Depois iria ver teses no Scielo, tem umas ótimas sobre introdução de alimentos. O leite materno possui ferro, sabia? Procura por lactoferrina. Até na Wikipedia vc acha, se quiser fontes alternativas. O que eu acho é que vcs deveriam citar a fonte ao final de cada post/ matéria quando se trata de algo informativo.
    Eu não entendo de nutrição, não sou especialista em nada disso, mas, como me preocupo com este assunto, tenho pesquisado bastante.
    Desculpa se o comentário soou arrogante, não é a intenção, mas, como colega de profissão, desconfio muito destas fontes e mais ainda quando elas não são sequer citadas.
    Beijos

    1. Paloma, acho que você não conhece o trabalho que eu e Patrícia realizamos nesse blog. Se ler, verá que sim, colocamos as fontes quando o assunto é informativo – quem entrevistamos ou onde a matéria foi publicada, como fiz no post em questão. E quando não fazemos isso é porque trata-se da nossa opinião, afinal o blog é autoral e não uma revista. E deixamos claro para o leitores que nós mesmas somos as fontes.
      Quanto as fontes que você sugere, não sei se prestou atenção na minha primeira resposta, mas entrevistei 2 especialistas do Ministério da Saúde, autores do Guia de Alimentação deles para fazer a matéria.
      Como disse, eu e Patrícia temos fontes variadas, incluindo vários especialistas de universidades (de novo, acho que você não lê o blog). E é muito ingênuo dizer que médicos do Einstein e do São Luiz são as “mesmas fontes de sempre” até porque existem milhares de especialistas nessas duas instituições. E qual o problema delas terem nomes e serem famosas? Isso significa ótimos especialistas, que estão sempre atualizados e grandes investimentos em pesquisas e novidades. Nem sempre o ter “nome” é ruim, como nem sempre o “sem nome/alternativo” tem alguma relevância verdadeira. E se você realmente trabalhou em redações, sabe que marcar entrevistas com especialistas de instituições “com nome” está longe de ser o caminho mais fácil…
      Quanto as teses do Scielo, prefiro a confirmação de que são relevantes quando saem publicadas na mídia. A wikipedia é melhor nem comentar pois qualquer jornalista sério sabe que ela não é confiável como fonte.
      Mônica

  11. Olá, Mônica, sou jornalista, pesquisadora e mãe também e tenho que discordar do segundo item. Sugiro que vcs se aprofundem no assunto antes de (des)informar as mães – já tão perdidas neste quesito alimentação. O leite do peito NÃO interfere na absorção do cálcio, isso se aplica somente ao leite de vaca. E a livre demanda deve continuar com a introdução de sólidos, ou seja, se o bebê quiser mamar logo em seguida (até para matar a sede, ele deve mamar, sim). E, se quiser mamar antes, pode mamar também, aí a mãe pode atrasar o almoço em meia hora, coisa assim. Deixar um bebê com fome sem mamar ao peito duas horas antes e duas horas depois é um absurdo. Alimento não é remédio, não deve ser dadio em doses ou horas fixas.
    Não entendo por que ter que submeter um bebê tão pequeno a estas regras (além da 2, a 4 também é bastante questionável) que não têm nenhuma comprovação científica. A troco de quê? Vocês também acham que o bebê deve mamar dez minutos em cada peito a cada três horas?
    Seria bom lerem (e consultarem) outros especialistas além daqueles de sempre. Dr. Carlos González é um deles.
    Beijos

    1. Paloma, você conhece o blog e o trabalho que eu Patrícia estamos fazendo? Se você realmente ler o blog e conhecer nosso trabalho, vai ver que tanto eu quanto Patrícia somos as primeiras a dizer que devemos ser flexíveis. Nós duas temos filhos pequenos e sabemos muito bem que os “mandamentos” de especialistas às vezes precisam ser adaptados. Não somos adeptas de “doses ou horas fixas”. E muito menos de horários fixos nas mamadas. Basta ler os posts sobre amamentação e papinhas para checar o que achamos (com fundamento científico) sobre o assunto. Talvez, o que tenha faltado no post, foi um comentário de que essas regras se aplicam depois que o bebê já come e são bastante flexíveis enquanto a introdução está sendo feita.
      Gostaria de dizer que nós duas não consultamos apenas os “especialistas de sempre”. Até por sermos duas pessoas e termos históricos de carreiras diferentes, temos fontes bastante diversas na qual confiamos. Sabemos o quanto o assunto pode ser polêmico e o quanto os médicos divergem sobre certos conceitos. Para escrever o Guia de onde tirei os 10 erros, consultei pediatras renomados do Einstein e São Luiz, além de dois consultores do Ministério da Saúde, autores do Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos. Gostaria de conhecer suas fontes para, quem sabe, fazer um post futuro.
      Mônica

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