O que uma criança que não come provoca na família 2 – O recado da avó

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O que uma criança que não come provoca na família 2 – O recado da avó

shirley-temple

“Sou a avó da Úrsula, a que foi tema do post de ontem e que estava um pouco infeliz ao ver a neta comer tão pouco. Sempre tive contato com as crianças em passeios e visitas, mas a experiência delas almoçarem em casa com mais frequência deixou muito claro a realidade: a caçula tem um apetite difícil. Eu me preocupo muito com isso. Se fosse o contrário, se ela comesse sem limites, também não gostaria. O que me aflige em ver a comida largada no prato é que lhe faltem nutrientes para ajudar no seu desenvolvimento.

Comecei a ficar nervosa cada vez que ela vinha almoçar em casa. Isso passou a interferir na minha alegria de ver as netas, no prazer que me dava brincar com elas. Nem o fato de que a mais velha come muito bem conseguia me animar. Ficava pensando no que fazer de almoço e não sabia o que mais inventar para alimentar a Úrsula. Quando ela gostava de algo eu acaba repetindo o cardápio feliz com o sucesso, mas depois de um tempo, claro, ela enjoava e voltava a angústia.

Agora mudei completamente de atitude. Passei a observar minha neta e percebi que ela tem picos: alguns dias come bem e em outros nega tudo o que lhe é oferecido. E isso, como disse minha filha ontem aqui, não tem nada a ver com minha criatividade na cozinha. Por certo, o corpo dela busca o que precisa. E como o desenvolvimento dela vai bem, não vou me preocupar tanto. Mas vou continuar insistindo com uma alimentação de qualidade e oferecer as frutas que ela tanto gosta.

Penso que não fazer da comida algo tão significativo tem ajudado. Deixando ela mais livre, o apetite aparece.

Ayéres Brandão”

4 thoughts on “O que uma criança que não come provoca na família 2 – O recado da avó

  1. Aqui em casa vivemos de pico em pico, de vale em vale… tem épocas que é uma draga (fica até redondinha), já, em outras, parece um faquir. Vive de vento e água. Como já cansei de repetir sempre as mesmas coisas para as mães (que não, não é culpa do verme, pobre bode expiatório), engoli a soberba e encarei os fatos: não é porque sou pediatra que a minha filha vai ser perfeita e comer tudo o que coloco no prato. Se não quer, retiro o prato. E desce da mesa.

  2. Amei os dois posts porem eh duro ver isso tanto pra mae qto pra vo. EU enfrento isso com uma dos meus filhos e nao eh facil…. Boa sorte pra nos…. Bjs

  3. Eu também era das crianças que não tinham apetite, meu irmão mais novo também torce o nariz na hora de comer. Acho que o mais importante é não forçar a alimentação, pois isso cria uma aversão ao alimento. O importante também é não basear o cardápio apenas nas perferências da criança, pois oapetite varia de um dia para o outro em um dia que estiver com fome ela comerá os alimentos que estiverem á mesa independente do que for se todos os demais estiverem comendo. E porções minúsculas sempre pois evita que sobre muito no prato e se a criança repetir será uma vitória.

  4. Eu era das crianças que comiam pouco, era magra mas era saudável, me lembro de várias vezes minha mãe me levar no médico achando que eu estava magrinha e o médico dizia que era magrinha mas era saudável, fazia exames e estava tudo ok. Até tomei alguns estimulantes de apetite (que acho que só fizeram efeito depois dos 30, rsrsrs) mas a comida sobrava no prato do mesmo jeito. Comia bem as frutas e laticínios, mas o resto era de pouco apetite. Acho que temos que estar atentas a isso, à saúde, porque pode ser do metabolismo da criança mesmo, como era o meu caso.

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