Oi, eu sou a Mônica

IMG_43311Aos 44 anos, tenho duas filhas: Isabella, 9 anos, a que pede brócolis no lanche da tarde, e Úrsula, 6 anos, a que pede chocolate no café da manhã.  A maternidade entrou em minha vida de uma forma nada cor de rosa. Em 2003, felizes e contentes, engravidamos do Victor, nosso primeiro filho. Quarto azul, parto normal sem anestesia, lembrancinhas distribuídas, amamentação com livre demanda, tudo isso foi por água abaixo quando Victor nasceu com sete meses de gestação e 650 gramas. Meu início como mãe foi violentado, algo que interferiu em todo o meu modo de pensar. Ao invés de receber um lindo e rosado bebê no quarto da maternidade, fui conhecer meu primeiro filho dentro de uma incubadora, todo entubado e cheio de cateter. Não podia tocá-lo. Só o peguei no colo 45 dias depois do nascimento. A amamentação virou uma máquina fria e metálica que sugava meu peito sem dó para extrair o leite que ele consumia através de um cano ligado diretamente ao seu estômago – único alimento que o fazia engordar. E ai de mim se ficasse estressada e o leite secasse!  Mesmo com toda luta minha, do meu marido e dos médicos, Victor morreu aos três meses de idade. Fizemos uma investigação e descobrimos que tenho um problema raríssimo no sangue, que literalmente vai matando o bebê: a placenta vai parando de funcionar e não dá nem comida nem oxigênio ao feto. Tive de lidar com uma culpa gigante, afinal a placenta era minha. Enfim, uma meleca total.

Buscamos uma solução e descobrimos que se eu tomasse um determinado medicamento todos os dias durante a gravidez, poderia levar uma gestação para frente. Foi assim que nasceram Isabella e Úrsula, fruto do amor e de 270 injeções que eu mesma apliquei em minha barriga diariamente em cada gestação. Mas meu modo de ver a maternidade virou de cabeça para baixo.  Parto normal, amamentação, interferências no recém-nascido… tudo virou detalhe e luxo. Eu queria eram filhos vivos e ponto. Nada de mães blogueiras, amigas solidárias ou tias cheias de conhecimentos. Eu queria médicos!

Quando a Isabella nasceu, eu era uma daquelas loucas que trabalhavam 14 horas por dia. Por prazer, diga-se a verdade. Amo ser jornalista e gostava da revista onde trabalhava. Para aumentar a confusão, fui promovida a redatora-chefe. Achava uma delícia ter o poder de fazer uma revista com as minhas opiniões, principalmente porque o assunto era justamente bebês! Para sorte da família, meu marido nessa época era autônomo e montou seu escritório em casa. Adepto da alimentação saudável desde o peito da mãe, ele se dedicou totalmente à alimentação da primogênita. Criou um sistema de papinhas para a empregada fazer que incluía ingredientes balanceados e diferentes todos os dias. Fazia a feira e o supermercado. Finalizava as receitas pessoalmente criando misturas de temperos que transformavam a papinha em prato francês. Conclusão: Isabella come de tudo e qualquer coisa, em qualquer lugar. Lógico que não dá para saber se isso já estava mesmo no DNA da menina, mas na dúvida, sou uma adepta total da história de que devemos apresentar o máximo de alimentos saudáveis para uma criança até os dois anos de idade.

Aí veio a Úrsula e a história mudou. Nossa caçula, apesar do medicamento diário, também nasceu prematura e lá se foi para uma encubadora… Trauma total de voltar para uma UTI. Por isso, quando a trouxe para casa com um mês de idade, a carreira ficou em segundo plano. Constatei que eu não ia conseguir ser uma redatora-chefe competente e uma mãe de duas filhas competente. E estava com o mesmo problema de chenofobia da Patricia (lidar com chefes inseguros e incompetentes que resolviam fazer reuniões de estratégia às 20h, mesmo sabendo que eu tinha uma filha pequena em casa). Ter um home office foi uma libertação! Pude me organizar fazendo frilas e ajustar os horários de mamadas, brincadeiras e entrevistas. Mas, meu marido, aquele santo que alimentou Isabella, teve de sair para trabalhar fora e trocamos de papel. Então eu descobri que a cozinha existia!

Sim, minha gente, esse cômodo não era o mais íntimo para mim. Alguma coisa eu cozinhava, mas sempre aqueles pratos de recém-casadinha-querendo-agradar-o-marido, tipo massa ao molho pesto ou risoto a milanês. Na primeira papinha eu não fazia ideia do quanto cozinhar ou quanto de água colocar. E muito menos sabia diferenciar a rúcula do espinafre. Como boa jornalista, comecei a pesquisar (viva o Google!), a conversar sobre o assunto entre uma reportagem e outra (viva as blogueiras amigas!) e a experimentar receitas enquanto editava matérias (viva os livros de receitas para cozinheiras de primeira viagem!). Mesmo com essa história de “dedicação total a você”, Úrsula é uma criatura difícil para comer: um dia quer arroz, noutro só carne. Às vezes quer comer sozinha, outras só aceita algo se eu der na boca. Tem dias que come brincando de mamãe e filhinha com a Isabella – dia da minha folga, uhu! No começo fiquei histérica, depois deprimida, depois desencanei e vou levando, afinal a garota cresce e engorda bem – desconfio seriamente que ela ataca a geladeira de madrugada ou tem comida embaixo do colchão…

Hoje não tenho empregada, nem faxineira, cuido da casa, comida e roupa lavada tal qual as modernas americanas. Brinco com as meninas, levo e busco da escola a pé. E pago eu mesmo minhas contas. Eu trabalho, minha gente, trabalho MUITO escrevendo matérias para diversas revistas e administrando esse site. Por isso virei uma chata com mães e pais preguiçosos: sou a prova viva de que uma pessoa com deficiências mentais culinárias e absoluta falta de tempo é capaz de alimentar outro ser humano de forma razoavelmente saudável. Sigo algumas ideologias que sempre falo aqui no Comer para Crescer:

– para pessoas como eu é muito tentador comprar comidas prontas. Mas não se faz isso com filhos. Nem com a gente mesma, pra falar a verdade. Um pouco de amor próprio e uma boa olhada nos rótulos mostram que nuggets e macarrão instantâneo devem ser usados somente em casos de emergência, tipo a casa está pegando fogo. Dá para usar Barilla cabelo de anjo (cozimento em 3 minutos) ou passar pedaços de frango no ovo e farinha de rosca que o resultado será o mesmo. Mas ok, tem meses que a minha casa pega fogo uma cinco vezes…

– quando criança, vi uma empregada ficar quase cega por conta do óleo quente do pastel. Por isso morro de medo de frituras. Não faço. Tudo aqui em casa é assado ou grelhado com um pingo de azeite por conta do pânico. Ainda bem que é mais saudável…

– sou louca por açúcar o que me custa alguns quilos a mais e provavelmente uma diabetes no futuro. Sei o quanto esse sabor pode ser fascinante. E vicia. Simples assim. Como não quero isso para minhas filhas, tento manter o açúcar longe. A minha parte eu como escondido. Antes de um ano, não dei nada muito doce para elas. E mesmo depois, uso apenas quando necessário. E aprendi que criança funciona assim: se você não apresenta, elas não sabem que existe. Nunca colocamos açúcar no suco e elas se acostumaram desse jeito.

– meu marido adora fazer versões caseiras. Então temos o hambúrguer caseiro, o iogurte caseiro, o pão caseiro, os nuggets caseiros e até o macarrão caseiro. Vale a pena experimentar essa ideia porque nenhum tempero artificial se compara ao prazer de comer algo que “o papai fez para mim”.

– no meu mundo pessoal não existe frutas. Há algumas verduras e legumes apenas. Então apelo para meu marido e minha mãe para comerem essas coisas com as meninas. É simples, gente, ninguém é perfeito. Os pais devem dar o exemplo para os filhos, mas nem sempre esses pobres adultos fazem tudo direito. Então porque não implorar ajuda em alguns departamentos? Principalmente quando a ajuda é apaixonada. Para minha mãe não há nada mais prazeroso do que sentar ao lado da Úrsula com um prato de mangas que ela vai cortando e dando para a neta. O Cássio come alface in natura como se estivesse saboreando caviar. E assim as meninas aprendem que comer frutas e legumes é algo muito bom.

– Com a Úrsula aprendi o seguinte: é muito fácil dar porcaritos para um filho que não come. Você arranja a desculpa de que pelo menos ela ingeriu o carboidrato da bolacha recheada e manda a garota para a escola feliz. Para não cair nessa tentação, não compro. Em casa temos poucas bolachas e não gostamos de salgadinhos, então fica fácil: não tem e acabou. Sim, ela já passou um dia inteiro sem comer, chorou, derrubou tudo o que encontrou pela frente, mordeu a irmã e o cachorro. E depois se tocou que nada disso ia adiantar. Aprendeu que ia ter sempre de comer alguma coisa entre as que estavam sendo oferecidas. Durante o processo meu estômago doeu e só fiquei bem quando fingi que era um monge tibetano. Mas sempre soube que seu atendesse ela naquele momento, dando qualquer besteira para comer, iria fazer isso para o resto da vida. Isso não quer dizer que ela não coma bobagens. Mas eu negocio a comida salgada e saudável antes. Ou pelo menos tento. E assim vivemos um dia de cada vez.

– eu não vivo sem Coca Zero mas minhas filhas não precisam disso ainda. Nunca dei refrigerante simplesmente porque não é preciso. Eu tomo, elas não. Eu sou adulta, elas não. Eu arco com as consequências das minhas escolhas e elas, também! Por isso prefiro que elas não entrem em contato com isso. Mas não julgo ninguém. Assim como eu, sei que os outros pais estão fazendo o melhor que podem no momento.

Enfim minha gente, no melhor e no pior, esta sou eu. E este também é o resultado do que aprendi com vocês, ouvindo o que dizem nos comentários, trocando figurinhas por email, compartilhando ideias nas redes sociais. Descobrir outras mães e pais que também querem educar os filhos de forma saudável, mas que são humanos, trabalham, choram, brigam com o chefe, jantam em fast foods, esquecem da existência dos legumes, foi muito gratificante. Obrigada por virem aqui sempre nos ouvir!

Beijos

Mônica

 

41 Comments

  1. Amei seu texto, estou grávida pela primeira vez, quero ser ou pelo menos tentar ser uma mãe saudável , sei que é algo muito desafiador, mas tentarei!

    1. Oi Sandra, parabéns pela gravidez! Tenho certeza que você será uma mãe saudável pois já deseja isso, o que é meio caminho andando. Se tiver alguma dúvida ou alguma dica, é só me procurar novamente. Beijos e boa sorte!
      Mônica

  2. Oi Monica, achei seu blog hoje e fiquei maravilhada…
    Que dicas boas, numa linguagem maravilhosa.
    Tenho 2 filhos, 5 e 8 anos, e confesso que deixo comerem porcarias (biscoitos recheados, por exemplo), mas posso ter vcs como referência que algo pode ser mudado…
    Se você gostar de viajar, dê tb uma passadinha no meu blog que é a minha área: viagens – http://atravessarfronteiras.blogspot.com
    Abraços
    Adriana

  3. Oi Mônica.
    Amei o seu texto!!!
    Tomei um tapa na cara, é verdade, mas melhor acordar agora do q não acordar não é mesmo?
    Tenho um filho de 1 ano e 9 meses e tenho passado por uns momentos difíceis quanto a alimentação. Ele simplesmente não quer comer e eu tentei de tudo. Só quer saber de arroz puro, banana, pão, leite e biscoito.
    Sempre quis um filho com uma alimentação saudável, e no começo foi assim, mas da noite para o dia ele simplesmente parou e infelizmente eu parei junto. Parei de me empenhar de verdade, parei de inventar coisas novas para q ele voltasse a comer. Relaxei e aprendi que com criança não podemos relaxar, pois ele são duas vezes mais espertos do que a gente.
    Li seu texto e fui murchando na cadeira.. me sentindo a culpada por ele ter esse comportamento em relação a comida.
    Bom, mas como disse, antes tarde do q nunca.
    Vou lá pra cozinha, aproveitar que ele chega da escolinha com fome e tentar ao máximo fazer com q ele coma uma comida bem gostosa feita por mim!
    Obrigada por dividir esse momento e nos ensinar!
    Bjos

  4. Achava que eu era uma entre quase nenhuma outra pessoa louca para não ter empregada e fazer tudim em casa. E viver bem com isso, o que é mais importante. É muito importante nos sentirmos entendidas e fortes e vc duas nos proporcionaram isso com seus depoimentos. Obrigada. Me vi em várias frases e me senti uma louca mais normal,rs.
    Bjks, Letícia.

  5. Monica,
    Quero te parabenizar pelo Blog. Voce como sempre esta fazendo um trabalho fundamental para a saude das nossas criancas e familias.
    Qdo vi o blog, achei q so pudesse ter partido de vc mesmo, e hoje ao ler sua historia, emocionei-me novamente, pois um pouco de tudo isso, vivi com voces.
    Um abraco
    Erica Rades

    1. Oi Erica, que legal te encontrar por aqui! Muito legal mesmo. Você nem imagina, hoje em dia, a sensação de vitória que tenho ao ver minhas duas filhas. Essa história toda me ensinou que não devemos lutar por nossos sonhos mesmo. Sempre há um jeito.
      E, caso nunca tenha falado, obrigada por sua ajuda, apoio e carinho durante todo o processo. Você, o Daniel e toda a equipe serão eternamente meus heróis!
      beijão
      Mônica

  6. Hê! Hê! Adorei as suas ‘estripulias’ de mãe fazendo as coisas (semi) escondidas das filhas!! 😀
    (Quem nunca fez que atire a primeira batata frita!!!…) 😛
    O que elas dirão quando descobrirem ‘de verdade’!?!
    Viva o amor de mãe!! 😉
    Parabéns, pela coragem e jogo de cintura demonstrados!!! 🙂

    1. Obrigada, Nilce.
      Ninguém conta que depois do parto você vai magicamente fazer tudo certo para o exemplo, né? Continuamos os mesmos, com qualidades e defeitos. Alguma coisa a gente mostra, a outra parte, mais bobinha, esconde mesmo!
      beijão
      Mônica

  7. Abriu o coração, hein? Super me identifiquei contigo Monica! Como é bom encontrar gente real, normal nas redes sociais e nos blogs da vida. Dá um alívio, sabe? E que belo o seu relato, sua história com as crias. Lendo o post ouvi vc narrando aqui na minha cabeça. Adorei! 🙂

    1. Oi Vivi, viu só? Sou bem real, bem lá em casa, bem gente normal. E concordo contigo: é um alívio descobrir pessoas normais nas redes sociais. Senão a gente fica com a impressão de que todo mundo é lindo, perfeito e passa as férias na praia, heheheh.
      beijão para você!
      Mônica

    1. Oi querida, obrigada! Não sabia que você também tinha sido mãe de UTI. No próximo encontro a gente troca histórias. Eu tenho umas ótimas das mães do Einstein!
      beijos
      Mônica

  8. Mônica, sou fã de vocês!
    Tamém perdi minha primeira filha, aos 7 meses de gravidez. Por conta disso também tive que tomar injeção na barriga a gravidez inteira…
    Agora tenho duas princesas, a Giovanna com 3 anos e meio e a Melissa que acabou de completar 1 ano.
    Acho que por isso fiquei tão neurótica com a comida, aqui em casa não entra nuggets e suco de caixinha só em caso de emergência, não comemos frituras e evitamos dar açucar para as meninas.
    Parei de trabalhar quando a Melissa nasceu, agora tento retomar, mas é difícil deixar as meninas em casa… tentei arranjar uma empregada… mas no final descobri que quero é fazer a comida e cuidar delas, vou procurar mesmo é uma faxineira…
    Mas tenho que confessar, também adoro uma coca zero!
    Me identifiquei muito com o blog de vocês, agora que as conheço “intimamente” curto mais ainda!
    Sou adepta das festas a moda antiga, feita em casa com todo o carinho, sempre pego idéias no blog.
    Foi um prazer “conhecer” vocês!
    Um beijo
    Joana

    1. Oi Joana, obrigada pelo carinho. E, menina, o que são aquelas injeções hein? Eu aplicava as minhas logo de manhã, meio dormindo ainda, para não sentir muito…
      Sobre a coca zero, os parentes juram que um dia ainda vou morrer de câncer ou virar um et porque acham que tem coisas bem esquisitas entre os ingredientes, mas quem disse que eu vivo sem ela?
      Continue vindo aqui no blog e conte de suas festas que a gente posta por aqui. Você conhece nosso outro blog, o Comer para Crescer Festas? Vai lá conhecer…
      beijos
      Mônica

  9. Wow!!!
    Mulheres reais!!!! Issaê!!!! Adorei, adorei, adorei!

    Estou, neste momento, escrevendo do trabalho, pq, né?!?! Mãe que trabalha fora passa 2/3 do período procurando formas de crescimento saudável para seus filhos, mesmo que não possamos estar do lado deles.

    Adorei, adorei, adorei. Não conheço a cozinha da minha casa e quando o marido não está, vou dormir sem jantar, pq a filha janta na escola… e eu? Durmo.

    Adorei, Mônica. Fico feliz em saber que existem mães reais que fazem comidas saudáveis para os filhos, um belo exemplo para mim.

    Um grande abraço!

    1. Oi Daniela, obrigada pelo carinho. A gente vai tentando, não é mesmo? Com trabalho fora, com trabalho dentro, mulheres sempre dão um jeitinho…
      beijão
      Mônica

  10. Oi Mônica,tudo bem? Sabia um pouco da sua vida…. se assin posso dizer com relação a sua primeira gestação. Participamos juntos lá no São Luis… Sou irmã da Patricia Marega, mãe do João Pedro que ficou na UTI neo Natal ao lado do seu filho…. de alguma maneira participamos e torcemos para que tudo desse certo, mas Papai do Céu, preferiu desta maneira. Hoje lendo o resumo de sua jornada veio a tona tudo que passamos, nada fácil, porém estamos aqui para compartilhar estes momentos felizes. O JP hoje já tem 09 anos e chegou a minha vez de ser mãe.tenho uma menina de 03 anos. Ela passa o dia na escola e acaba almoçando e jantando também. Chega final de semana é aquele coisa, quer Mac Donalds e várias bugigangas….rs Na maioria das vezes acabo cedendo, afinal de contas, já comeu tanta comida saudável a semana inteira. Sou adepta a não oferecer refrigerante, já até experimentou e não gostou, ainda bem! Adorei saber um pouco mais de sua vida e da Patricia também. Vou agora ser uma fã de vocês, parabéns!!!! Abraços!

    1. Oi Regina! Que legal te encontrar por aqui! Lógico que eu lembro de vocês! E sempre vejo fotos do JP, esse meninão lindo! Ótimo saber que você também tem uma garotinha. Manda foto dela para eu conhecer no meu email monicabrandaot@gmail.com. Se sempre que tiver alguma dúvida ou sugestão, manda para mim que vou atrás dos especialistas para eles responderem no blog.
      beijão,
      Mônica

  11. Nossa! Fiquei ainda mais fã de vocês! Não comentei ontem a apresentação da Patrícia, mas adorei saber um pouco mais sobre vocês e suas vidas. Obrigada por dividirem tantas informações úteis e por nos mostrarem que somos todas reais e devemos aceitar nossas limitações, mas sempre tentando o melhor. Abraços!

    1. Oi Valéria, super obrigada pelo carinho! Volte aqui sempre e quando tiver dúvidas ou sugestão, fala com a gente que vamos atrás, ok?
      beijão,
      Mônica

  12. Mônica! Que vontade de te abraçar!! Adorei saber de você e me identifiquei com algumas situações que você vive! Amei a sua honestidade! Somos humanas e às vezes é bem chato ouvir histórias perfeitas de mães perfeitas (mas afinal, se tem amor, toda mãe é perfeita!!) e me sentir mal por algumas escolhas… Bom, tenho um lindo Pedro que faz 6 anos essa semana e me dá um trabalhão pra comer. Desde pequeno. E tem a Sofia, que faz 3 anos mês que vem e pede brócolis no lanche rsrsr!! Um maridão que adora cozinha e faz muito sucesso com os pequenos! E eu, que adoro curtir a minha vida de mãe/dona de casa! E vou tentando, um dia de cada vez, fazer o meu melhor!!
    Obrigada pela inspiração!!
    Um beijo pra você!

    1. Oi Virginia! Obrigada pelo carinho! A gente tenta, né? Ser mãe não é fácil Ainda mais quanto tentamos ser dona de casa também, heheheh. Mas sempre conseguimos.
      beijão
      Mônica

  13. Oi Mônica, é a primeira vez que venho aqui, adorei o teu post, a tua sinceridade é maravilhosa, aqui em casa tbm não oferecemos refri p/ nossa filhota(nós tomamos), como vc diz somos adultos elas não, mas ela adora um chocolate… rsrsrsrs. Ela se alimenta bem, deixou de comer verduras e frutas só maçã e banana, suco tbm é sem açucar. Eu evito a neura, o pediatra dela sempre me dia p/ não levar as coisas muito a ferro e fogo.
    Bjs

    1. Oi Silma, obrigada pelo carinho! Acho que estamos indo pelo caminho certo com nossas pequenas, né? Volte sempre aqui para dar sugestões e dicas para nós.
      beijão
      Mônica

  14. Mônica, sua história de vida/maternagem é linda. Parabéns pela honestidade e para mostrar que em nossa vida nem tudo são flores. Realmente é inspirador, e eu, assim como você (no passado), tenho experiência zero na cozinha, mas quem sabe agora tomo coragem para experimentar.
    Mais uma vez, parabéns!

  15. ô querida….
    Isaac tbm é fruto das mais de 300 injeções que eu mesma me apliquei durante tentativas e gestação. (depois de perder dois babies)
    dê cá um abraço. e obrigada por não parecer louca de querer o segundinho, com injeção e tudo.
    e coincidência ou não, agora me encontro num dilema louco de largar a vida de jornalista pra me aventurar em trabalhar em casa pra dar mais atenção pra familia…
    fico orgulhosa de seguir gente tão bacana como vcs, viu??? desde sempre.

    bjocas

    1. Oi Carol, obrigada pelo carinho! Essas injeções, né? Mas não é desculpa para não ter o segundo não. Vale a pena!
      Agora, sobre o dilema de largar a vida de jornalista, é mesmo complicado. Pense bastante, mantenha contatos, só largue quando achar que terá frilas. Trabalhar em casa dá trabalho! Se quiser, podemos conversar mais sobre o assunto pelo meu email: monicabrandaot@gmail.com
      beijão
      Mônica

  16. Ufa! Que história de vida! Emocionante!
    Compactuo e me identifico com várias de suas atitudes quanto a alimentação das crianças! É difícil pra caramba o dever de sermos bons exemplos, e ainda carregar a “culpa” (se é que posso dizer assim) de também cometermos alguns erros culinários como refrigerantes e besteirinhas!
    Tenho um furacão de 3 anos que não come. Vive de vento, luz, amor e… brócolis! E cresce firme e forte: 1,05m e 17,5 kg – vai entender !?!?
    Força e fé, amiga! Que agora tenho ainda mais empatia por você!
    Adoro o seu blog!
    Beijos

    1. Oi Liliane, obrigada pelo carinho e por entender que não dá para a gente ser perfeita. Sobre o seu furacão de 3 anos, se descobrir como ele cresce, me conta, porque ainda não desvendei o segredo da Úrsula para crescer tanto comendo tão pouco…
      beijos e volte sempre aqui.
      Mônica

  17. “(…) meu modo de ver a maternidade virou de cabeça para baixo. Parto normal, amamentação, interferências no recém-nascido… tudo virou detalhe e luxo. Eu queria eram filhos vivos e ponto.”

    Por estas e outras acompanho o textos da Mônica Brandão desde que o Comer para crescer nasceu.
    Que mundo bom seria este no qual as pessoas se empenham em manter-se humanos e não uma imagem midiática para ganhar curtidas nas redes sociais (ou, como diz no começo do texto, criar mitos comentados em encontros de blogueiras). Não creio que devemos desvirtuar pelo caminho da autocrítica sem fim, nem da piada sobre as dificuldades da vida em familia, mas vale a pena buscar uma atitude verdadeira e honesta nos relacionamentos, mesmo que virtual.

    1. Sam, nem preciso dizer o quanto lhe agradeço pela força que sempre nos deu, tanto no blog, quanto para sermos sempre honestas e não ficar com medo de dizer o que a gente acha. Você sempre foi nossa inspiração!
      beijão
      Mônica

  18. Ô Monica! Senti sua falta no encontro sábado. Mas foi muito bom ler sua “biografia” por aqui.
    E, mais uma vez, me identifiquei (pois é, as mães só mudam de endereço…). Otavio é desses que faz birra por um porcaritos, mas também come melhor que a Isabela (minha mais velha). Eu não cedo. Aqui em casa temos o “dia do doce” que, em geral, é num sábado ou domingo (ou dia de festa).
    Resolve bem, mas às vezes eles pedem mesmo por algo mais.
    Te admiro ainda mais!
    beijos
    Lele

    1. Oi Lele, obrigada pelo carinho! Também senti falta de ir no sábado, mas não tinha como. A Patrícia já me inteirou de tudo – quanta coisa! E vamos continuar na luta para administrar os porcaritos que as crianças – e muitas vezes a gente – tanto gostam.
      beijos
      Mônica

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