Papinhas no Mundo – Irlanda

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Papinhas no mundo. Oba, mais uma história gastronômica para inspirar a gente. Dessa vez, a Karine Smith conta sua experiência ao se mudar para a Irlanda e adaptar a alimentação do filho que já tinha 7 anos. Depois conta como foi com a filha de 2 anos que nasceu lá. As refeições deles são bem diferentes daqui! Aliás, é bom saber que podemos variar também, comendo sanduíche no almoço e cozido no jantar. Ou bacon no café da manhã e pão com manteiga no jantar… Aproveitem o delicioso texto:

 

 

Batatinha quando nasce….

 

Quando eu me mudei para Irlanda a alguns anos atrás, meu filho, também brasileiro já tinha 7 anos de uma vida repleta de arroz e feijão. Eu tive que me virar com o que tinha, ou seja, ingredientes brasileiros só na loja brasileira e nem sempre em lugares assim encontramos as melhores marcas.  Com o tempo, fui desabrasileirando (?) a alimentação dele, afinal, como eu poderia leva-lo a um restaurante ou a um jantar na casa de irlandeses?

Meu marido é irlandês e posso garantir que a culinária aqui é bem contraditória. O café da manhã é super pesado e calórico, com bacon, linguiça, ovo, já o almoço normalmente é um sanduíche e o jantar é um prato quente, com muitos legumes (pouca verdura), carne assada(frango, carneiro, ham), com o tempero quase inexistente.  Não aderi completamente, não consigo comer sem tempero e não gosto de sanduíche, acabo fazendo um mix entre as duas culturas e adaptações de receitas brasileiras combinadas com as irlandesas.

Chloe mandando ver no pepino!

Quando eu tive a minha filha, hoje com 2 anos, não amamentei, entrei com fórmula desde o hospital e apesar de ter vindo de um país onde mulheres que não amamentam seus filhos (independente das razões) são julgadas, nunca me senti culpada.  Na Irlanda, não existe essa pressão grande a que estamos acostumadas em torno do aleitamento materno, apesar de estar surgindo cada vez mais movimentos pró, nenhuma amiga irlandesa amamentou e morando aqui a 4 anos nunca vi uma mulher amamentando em público, ainda existe um grande tabu a respeito, mas campanhas estão começando a surgir, ainda que bem discretas e conheço brasileiras que amamentaram e receberam todo o apoio de grupos de aleitamento local.

Porque crianças que não mamam no peito precisam de água, desde sempre dei suco de frutas, poucas doses, mas todos os dias. Entrei com as papinhas de fruta, banana amassada e maça quando a Chloe tinha 4 meses e ela aceitou bem.  Aos 6 meses introduzi as papinhas salgadas, alternava entre as prontas e as que eu fazia e sempre percebi uma certa preferência pelas prontas.

Aqui na Irlanda, existe uma cultura imensa em torno da batata e é comum a mãe introduzir de cara o purê de batata ou a batata amassada, pelo que li, vi e ouvi falar, a carne só é oferecida depois de 1 ano, antes disso a variação é pouca e na minha opinião bem seca, isso no caso das que não optam pelos famosos potinhos que aqui, diferente do Brasil, são bem variados, tem de diversas marcas e custam bem barato (€0,60)

A dentição da Chloe começou tarde, mas mesmo sem dentinhos sempre estimulei a mastigação, apartir dos 9 meses ela já comia praticamente tudo, tudo mesmo, nunca me preocupei em evitar doces ou sal até os dois anos como muitas mães por aqui o fazem, não tenho nada contra, acho inclusive bacana, só que não faz parte da minha realidade, não sou radical e apesar de não ser todos os dias, como batata-frita, então não vejo motivo de vetar isso da alimentação da minha filha, ela come 1 e pronto, fica satisfeita. Refrigerante eu evito, já que não temos o hábito. Bolachas de maizena ela adora, chocolate por não gostarmos, ela não come e o delírio dela é, acreditem, passas!

 

E depois nas bolachinhas…

No supermercado, a seção de produtos para bebês e crianças é bem vasto e com muitas opções saudáveis e naturais e sem neura ou pressão eu vou acrescentando uma coisa ou outra e hoje já sei bastante sobre o seu paladar, inclusive não dispensa o feijão quando tem ou quando vamos ao Brasil.

A impressão que tenho das Irlandesas é de que elas são 8 ou 80, já eu me considero 40. Tenho amigas que são super rigorosas com a alimentação dos seus bebês e outras que vão ao Mc Donald’s 2 vezes por semana, acho que assim como na vida, nada melhor também para a alimentação dos meus filhos, do que o meio termo, tirando a batata, essa, por aqui, não tem como, é em excesso!

Cheers!

 

Karine Smith mora na Irlanda com o marido irlandês e seus dois filhos. E tem dois blogs com textos deliciosos: o Ka Entre Nós e o Half and Half

Acesse nosso link Papinhas no Mundo e fique sabendo como bebês franceses, italianos, americanos, japoneses e senegaleses se alimentam.

E, se você mora fora do Brasil e conhece bem os costumes alimentares locais, entre em contato com a gente para nos contar como os bebês daí se alimentam.
beijos,
Mônica

5 thoughts on “Papinhas no Mundo – Irlanda

  1. Interessante isso, nós faz pensar que alimentação é cultural assim como outros comportamentos. E tmb serve pra gente sair um pouco do nosso umbigo e ver como a coisa funciona (e funciona) quando não faz parte da nossa regra e ou do nosso dia a dia. Bjsssssssss

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