Serão nossas crianças obesas?

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Serão nossas crianças obesas?

crianças obesas

Crianças obesas. A notícia de hoje na Folha de S. Paulo (copiada abaixo) é assustadora: a população obesa dobrou em 3 décadas! E, como já comentamos aqui, uma parcela da culpa são os alimentos industrializados, esses mágicos produtos que tanto salvam a gente na hora do aperto mas que cobram um preço caro quando consumidos em excesso. O texto também diz que a humanidade está abandonando a comida in natura. Tudo isso faz pensar que, apesar de todo o nosso humor e leveza, a responsabilidade dos adultos (e desse blog) quando falamos sobre alimentação infantil é IMENSA!

Queremos que nossos filhos, apesar de muitos atualmente nem comerem tanto quanto a gente gostaria, se tornem pessoas obesas?

Gostaríamos de vê-los lutando contra a balança como muitos de nós fazem hoje em dia?

Vamos ser felizes ao vê-los no supermercado comprando tudo pronto, como fazem os americanos?

O que podemos fazer, coletiva e individualmente, para reverter o quadro?

Para pensar…

beijos

Mônica

 

PLANETA PESADO

População obesa dobrou em 3 décadas

Mundo já tem meio bilhão de pessoas gordas demais, mostra pesquisa que envolveu 199 países e territórios

EUA puxam a alta no mundo desenvolvido; no Brasil, níveis de massa corporal também estão aumentando

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE

Com os Estados Unidos liderando a tendência, a obesidade no mundo dobrou entre 1980 e 2008, de acordo com uma pesquisa global publicada hoje no “Lancet”.
Há 31 anos, 4,8% dos homens e 7,9% das mulheres tinham índice de massa corporal acima de 30, o que configura obesidade.
Três anos atrás, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres já tinham passado dessa marca. Assim, mais de um adulto, em cada grupo de dez, está obeso.
O estudo, conduzido por pesquisadores do Imperial College London e de Harvard, com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Fundação Bill e Melinda Gates, é dividido em três partes: obesidade, pressão arterial e colesterol.
Foram pesquisados dados de 199 países e territórios, desde 1980 até 2008.
O Brasil acompanhou a tendência de alta da proporção de gordos.
A China também é destaque, com aumento do índice de massa principalmente entre os homens.

MENOS SONO
Apesar de os hábitos alimentares terem muito a ver com isso, os processos de urbanização e automatização têm culpa maior, segundo o endocrinologista Bruno Geloneze, coordenador do laboratório de metabolismo e diabetes da Unicamp.
“O gasto energético foi muito reduzido. Não precisa ir muito longe. Sua bisavó, quando tomava suco, espremia a laranja. Hoje, é só abrir a geladeira.”
Outra questão importante é a privação de sono. De acordo com Geloneze, de 50 anos para cá, o mundo está dormindo duas horas a menos por noite, o que tem ligação direta com o peso.
“Há uma desregulação do gasto energético, da produção de hormônios da saciedade e uma ativação da glândula suprarrenal, que faz adrenalina e cortisol. Tudo isso facilita o ganho de peso”, diz o endocrinologista.
Os Estados Unidos, país que liderou a alta da obesidade, vem tentando atacar o problema com incentivos à alimentação saudável e à prática de exercícios.
De acordo com Geloneze, essas medidas são mal orientadas, porque dão peso muito grande para alimentação e esportes. “Não pode algo pró-esporte. As atividades físicas não programadas, como deslocamentos, pesam mais. O importante é que as cidades permitam que a pessoa ande de bicicleta, a pé.”
O consumo de alimentos processados e a ocidentalização da dieta dos orientais contribuem para o fenômeno. O mundo está abandonando a comida in natura em favor da processada, com densidade de calorias muito maior.
A dificuldade de combater o ganho de peso é maior do que a enfrentada na redução de hipertensão e colesterol, que podem ser mais facilmente controlados com medicamentos. “A obesidade envolve consumo alimentar, muito ligado à emoção e estilo de vida. Não há pílula mágica para tratar isso.”

2 thoughts on “Serão nossas crianças obesas?

  1. Bem interessante a matéria da Folha de S. Paulo e é importante que a obesidade seja mesmo um assunto discutido. Enquanto o ideal de beleza ainda é visto como a magreza, as pessoas engordam cada vez mais e acredito que a preguiça seja um dos fatores. Não só a preguiça de fazer um exercício físico, mas também de fazer um suco natural, de cozinhar em casa, de fazer um bolo como se fazia antigamente. O próprio texto traz estas informações. E acredito também que podemos tentar mudar essa situação, ensinando as crianças o prazer de cozinhar, de comer alimentos saudáveis, de ter momentos para aproveitar a vida de uma maneira tranquila, de ensinar o que é realmente importante. Se tudo for levado como uma brincadeira, a criança vai gostar e vai acabar carregando esses ensinamentos para o futuro.

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